O encontro dos insones.

Por.: Pandinha fox. 

Camila desistiu de rolar na cama, procurando, em vão, trazer o sono que havia se afastado. 

Formulou algumas opções para a insônia da noite. 

Assistiria um filme dramático para tentar uma exaustão mental e cair no sono, mas lembrou que do jeito que era dada às reflexões sobre qualquer tema, assistindo ao drama que lhe passou pela cabeça, seria mais fácil prolongar a insônia do que dormir.

Pensou em um filme leve, mas suscetível à influência do clima do filme, talvez ficasse tão leve, que iria querer comemorar a leveza em algum boteco. 

Desistindo dos filmes, pensou em continuar o livro que havia começado. Depois de três páginas, estava eufórica, já pensando que poderia passar a madrugada lendo. Mas amanhã o trabalho a esperava. Desistiu do livro. 

Foi até a cozinha, tomou suco de maracujá, chá de camomila, de erva cidreira, e nada do sono sequer ameaçar chegar. Desistiu dos chás e sucos. 

Lembrou da garrafa de whisky e colocou uma dose estilo cowboy. O sono se afastou ainda mais. Fechou a garrafa, pois sabia que com apenas mais uma dose, ligaria para os chegados querendo fazer uma festa de arromba naquela noite. 

Colocou uma roupa leve e foi andar, não escutando o aviso do porteiro de seu prédio sobre os perigos da madrugada da cidade.

Camila tinha frequentes insônias, mas nenhuma a deixou tão inquieta como a daquela noite.

Ao mesmo tempo dos filmes, livros, chás, sucos e Whisky de Camila, perto dali Pedro já havia tentado chamar o sono tomando uma cerveja solitariamente, mas declarou desistência da cerveja depois que danou-se a mandar mensagens, para amigos, chefe e até para ex-namoradas de décadas atrás. 



Pedro tentou um livro, mas só conseguia confabular sobre sua repentina insônia naquela noite, afinal não era dado à insônia, sendo daqueles que dorme e acorda todos os dias no mesmo horário.

Pedro tentou um filme, mas com todo e qualquer filme que iniciava, seu sono se distanciava mais. Desistiu e resolveu-se por uma volta de carro pela cidade.

Camila andava olhando o céu e o mar daquela madrugada, com uma despreocupação que preocupou o rapaz que passava no carro.

Era Pedro, que pensou que a moça poderia se enquadrar nas opções: *perdida, *drogada, *membro de uma quadrilha especializada em assaltos. 

Pedro era assim, preocupado, correto, metódico.

Camila viu o carro parando e alguém acenando. Imaginou-se salva da insônia por algum amigo insone e perambulante, como ela. 

Não era nenhum amigo, era um desconhecido, que se apresentou como Pedro, perguntando se ela estava com algum problema.

Camila disse que não, deu um sorriso e voltou a olhar o mar.

A curiosidade tomou Pedro. Ele era belo, seguindo um padrão de beleza exaltado pela maioria da sociedade. Camila não tanto, estando fora do padrão feminino de beleza, mas aquela jovem perdida na madrugada não havia olhado Pedro com o menor desejo, mas sim com olhos tristes.

A tristeza nos olhos de Camila foi a desilusão de não ser um de seus amigos loucos no carro.

Pedro estacionou e foi atrás da jovem. 

Camila era dada à gostar de estranhos.

Camila e Pedro sentaram na areia da praia e descobriram pontos em comum e discordâncias.

Camila era da galera da noite, dos bares, das camas.

Pedro era do dia, dos almoços pacatos, do sofá.

Mas ambos amavam algumas coisas como bichos, livros, filmes, amigos e biritas.

Distintos entre si, iguais naquela noite, ambos perdidos por conta da insônia. 

Duas insônias, uma madrugada.

Depois de algum tempo conversando, Camila propôs: - vamo continuar a conversa lá em casa. 

Pedro arregalou os olhos e disse que não, que era um estranho e não iria a casa de uma estranha. 

Camila soltou um 'eu anoto a placa do seu carro e mando pra alguma amiga, você anota meu endereço e manda pra algum amigo. E estamos seguros caso alguém dê por nosso sumiço nessa noite, seremos suspeitos um do sumiço do outro.'

Pedro riu e aceitou. Fizeram o combinado. E foram para o apartamento de Camila.

Conversaram, beberam e viram que já era 4:20 da madrugada. 

Camila levantou do sofá e apontou para o quarto. 

Pedro levantou e a seguiu. 

Ela tirou a roupa e ficou de calcinha e sutiã, abriu uma gaveta e tirou camisinha, chicotinho, maranhão, lubrificante, algema e uma venda. 

Ele pensou alto e soltou um 'cê é doida, eu deveria fugir, mas vou te algemar e, primeiro te fazer gozar com minha língua, e depois te penetrar como nunca'.

Pedro segurou os braços de Camila e a algemou na barrinha da cama, tirou seu sutiã, descendo para tirar sua calcinha vagarosamente, enquanto acariciava e beijava o corpo de Camila que ia sendo desnudo e ficando arrepiado. 

Rasgou uma camisinha para se proteger no sexo oral e chupou a buceta de Camila como nunca tinha chupado mulher nenhuma antes, enquanto escutava seus sussurros aumentarem e sua respiração ficar ofegante, e isso o deixava muito mais excitado do que havia imaginado. Colocou seus dedos vagarosamente dentro de Camila e sentiu seu ponto G, acariciando de leve e com movimentos circulares, e quando levantou o rosto daquela buceta deliciosa, viu Camila mordendo os lábios e gozando. 

Camila só sussurrou um 'me fode agora.'

Pedro colocou a camisinha e penetrou em Camila, com o sol raiando e começando a entrar pela janela. 

Sentiu o seu corpo e o de Camila vibrar.

Começou com um papai e mamãe, porque Camila estava algemada. Enquanto a penetrava tirou as algemas e ela mesmo o tirou de dentro de si e ficou de quatro. 

O ritmo aumentou. Mudaram para que Camila ficasse por cima. E ela cavalgou Pedro, fazendo-o gozar e gozando também. 

Deitaram um ao lado do outro, em silêncio. Pedro estendeu o braço para aninhar Camila, que não se fez de rogada e deitou em seu peito. 

Talvez nenhum dos dois quisesse sair da cama e poderiam repetir mais uma vez o sexo que tinham acabado de terminar. 

Mas já era 6:30 da manhã de uma quarta-feira e ambos tinham de trabalhar às 8:00hrs. 

Se despediram e trocaram whatsapp. 

A narradora acredita que haverá outras partidas nesse jogo de xadrez entre Pedro e Camila. 

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